Histórias de maquinas felizes (parte II)
Hoje era dia de entregar a minha maquininha linda ao "pai" que ansiosamente esperava pelo reencontro.
E assim foi. Esperou até ao fim do dia.
Ao subir as escadas reparei que afinal..a madeira não rangia assim tanto como escrevi em tempos. Talvez o entusaismo da escrita me tenha levado a falar tão vincadamente em escadas que não rangiam por ai além... Lembro-me de o ter pensado quando subia rapidamente aqueles degraus.
Engraçado é também o facto de chegar ao destino sempre ofegante, tal a emoção com que todas as vezes me dirigi à tal portinha.
Hoje assim teria de ser.
Cheguei já atrasada e como sempre, este simpatico senhor recebe-me uma vez mais, bem. muito bem.
Começa a pegar na menina dos meus olhos e leva-a com ele. É ele talvez a unica pessoa que pode passear com a pequenita sem me deixar com o coração nas mãos. Ali fiquei aguardando enquanto procurava distriair o olhar. Pensar que tudo se iria resolver com a minha "piquena". O meu olhar varreu imediactamente umas revistas técnicas sobre iluminação de estudio. Interessante, mas algo que nunca muito me entusismou. Em seguida um rapido e breve olhar sobre as revistas cor-de-rosa que já fazem parte da decoração...as mesmas da ultima que vez que ali tinha estado.
Engraçado. Tudo sempre me parecera "religiosamente" no mesmo lugar.
Olho pela centésima vez para duas fotografias emolduradas lado a lado.
Outras que sempre ali estiveram.
Sempre perpendiculares com o meu olhar.
A moldura é dourada (prometo verificar quando lá voltar!) e as fotografias mostram do meu lado esquerdo o "iluminado" senhor que das minhas maquinas cuida. Ao seu lado direito a fotografia do seu colega de trabalho, que diria, consegue ter competência semelhante.
Ele chega, fazendo-se anunciar com um "não" dito ainda antes de dobrar a esquina do corredor onde os nossos olhares se iriam cruzar. Parecia não ter tido coragem de mo dizer nos olhos.
A pequena reliquia ficaria ainda à espera de melhores dias.
É posta no saco. Trocam-se palavras como se amigos de longa data fossemos.
A pressa que tinha em chegar ao jornal fez com que nao me fosse possivel aproveitar e saborear toda aquela conversa. Conversa em torno de problemas diarios da vida, com que nos vamos deparando. Truques e manhas contados por quem já aqui anda aos anos.
Eram sete e meia quando ali cheguei. Saí já passava das nove.
Muitos conselhos ouvi. Muitos reparos. Muitas chamadas de atenção para com o novo "hospital" onde infelizmente a minha maquina irá ter de ficar "internada" por razões de força maior.
Se correr mal a "operação" o "pai" já disse - "Traga-a cá, e vamos ver o que se arranja".
O amor pelas máquinas é o de sempre.
Talvez seja hora da Maria sair da prateleira...
E assim foi. Esperou até ao fim do dia.
Ao subir as escadas reparei que afinal..a madeira não rangia assim tanto como escrevi em tempos. Talvez o entusaismo da escrita me tenha levado a falar tão vincadamente em escadas que não rangiam por ai além... Lembro-me de o ter pensado quando subia rapidamente aqueles degraus.
Engraçado é também o facto de chegar ao destino sempre ofegante, tal a emoção com que todas as vezes me dirigi à tal portinha.
Hoje assim teria de ser.
Cheguei já atrasada e como sempre, este simpatico senhor recebe-me uma vez mais, bem. muito bem.
Começa a pegar na menina dos meus olhos e leva-a com ele. É ele talvez a unica pessoa que pode passear com a pequenita sem me deixar com o coração nas mãos. Ali fiquei aguardando enquanto procurava distriair o olhar. Pensar que tudo se iria resolver com a minha "piquena". O meu olhar varreu imediactamente umas revistas técnicas sobre iluminação de estudio. Interessante, mas algo que nunca muito me entusismou. Em seguida um rapido e breve olhar sobre as revistas cor-de-rosa que já fazem parte da decoração...as mesmas da ultima que vez que ali tinha estado.
Engraçado. Tudo sempre me parecera "religiosamente" no mesmo lugar.
Olho pela centésima vez para duas fotografias emolduradas lado a lado.
Outras que sempre ali estiveram.
Sempre perpendiculares com o meu olhar.
A moldura é dourada (prometo verificar quando lá voltar!) e as fotografias mostram do meu lado esquerdo o "iluminado" senhor que das minhas maquinas cuida. Ao seu lado direito a fotografia do seu colega de trabalho, que diria, consegue ter competência semelhante.
Ele chega, fazendo-se anunciar com um "não" dito ainda antes de dobrar a esquina do corredor onde os nossos olhares se iriam cruzar. Parecia não ter tido coragem de mo dizer nos olhos.
A pequena reliquia ficaria ainda à espera de melhores dias.
É posta no saco. Trocam-se palavras como se amigos de longa data fossemos.
A pressa que tinha em chegar ao jornal fez com que nao me fosse possivel aproveitar e saborear toda aquela conversa. Conversa em torno de problemas diarios da vida, com que nos vamos deparando. Truques e manhas contados por quem já aqui anda aos anos.
Eram sete e meia quando ali cheguei. Saí já passava das nove.
Muitos conselhos ouvi. Muitos reparos. Muitas chamadas de atenção para com o novo "hospital" onde infelizmente a minha maquina irá ter de ficar "internada" por razões de força maior.
Se correr mal a "operação" o "pai" já disse - "Traga-a cá, e vamos ver o que se arranja".
O amor pelas máquinas é o de sempre.
Talvez seja hora da Maria sair da prateleira...
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