Saturday, March 26, 2005

Ikävä...

Ontem foi dia de receber um telefonema do pai finlandes.
Os telefonemas dele fazem-me feliz. Antes de antender a chamada fico num misto de felicidade e curiosidade. Anseio ouvi-lo. Sentir as suas palavras, tudo aquilo que tem para me dizer. Tudo aquilo que para ele é importante ao ponto de mo transmitir em alguns minutos em que o nosso melhor inglês é posto em pratica.
Gosto dele. É o meu “outro” pai. Aquele que em três meses se preocupou comigo como se fosse “apenas” mais uma das suas filhas. Olhava por mim como olhava por elas. Falava comigo, ria comigo, saia comigo como saia e partilhava os bons momentos com elas. Contava-me historias, ensinava-me muito. Ia ao meu quartinho á noite antes de eu adormecer e conversávamos á luz do candeeiro.

Ele estava feliz. Ou talvez não.
Estava sozinho.
O telefonema dele deu-me que pensar.

Contou-me como estava o céu e a lua. Fez aquilo que mais gosto que me façam - A descrição completa. E Nivala é daqueles lugares no mundo onde a mais perfeita das descrições deixa sempre muita saudade.
Por breves momentos senti-me ali ao seu lado. Entrei naquela casa, senti a alegria de estar com ele outra vez. Imaginei Nivala tal como ele o descrevera.

Que saudade.

Impossivel de descrever.

Gostava que ele pudesse entender tudo quilo que aqui escrevi. Ás vezes tenho medo que eles nunca cheguem perceber o quanto eu gosto verdadeiramente de todos eles. O quanto são tão importantes para mim e me preenchem tanto. Há momentos em que sinto que estamos tão longe fisicamente, mas há alturas, como esta, em que me sinto tão perto e tão feliz junto deles.



Kiitos Jouni.

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