E sempre, é sempre
Cavaleiros na multidao. Assim me sinto. Este podia ser o titulo deste possivel longo texto que se adivinha enfadonho. Triste demais para ser digerido de uma só vez. Triste de mais para não se passar das primriras linhas. Mas tao sentido.
Sentido como quem sente o veludo. A alegria de ver sorrir e o desejar andar em vão. Só. Por entre plantas, deambular sem destino, mas sempre só. A “solidao” humana aliada à grande conquista. O amor que o será para sempre, e sempre, é sempre. Só nessa solidao me sinto bem. Só mas sempre tao bem acompanhada. E sempre, é sempre.
A solidao existe de igual modo. Não fisicamente, mas a uma escala maior, gigantesca, pois ela desenvolve-se sobretudo quanto mais rodeados de gente estamos. Aí, sinto-me verdadeiramente só. Muito mais só.terrivelmente só. Esta é a solidão que não me agrada. Que mexe comigo, que me deixa desconfortável, sempre cada vez mais perto da exaustão.
Quando eu era pequenina e ia de batinha aos quadradinhos cor-de-rosa para a D.José da costa nunes, ao lado do Jardim com recortes de animais, e mesmo mais tarde quando pessava nas pedrinhas da calçada rodeada pelos colegas que gostavam de roupa de marca e tinham o nariz empinado, lembro-me que fazia um certo esforço para aceitar certas coisas, certas pessoas, certas atitudes.
Hoje a bata dos quadradinhos cor-de-rosa deixou de me servir. Deixei de fazer companhia aos colegas que pagavam roupa de marca, deixei sobretudo de ser a menina calada que fica encostada a um canto com medo de chamar à atençao. Por vezes ainda visto a bata, ainda passeio com “aquelas” companhias de boca calada, mas há medida que o tempo passa tudo isso se vai apagando, como se alguém soprásse levemente um desenho feito a carvão, cujos contornos conseguem ainda adivinhar-se.
Tenho pouca paciência. É um facto demasiado vincado para se tornar um defeito terrivel. Confesso que quando as conversas pouco me interessao, incosciente e literalmente carrego num botaozinho do meu cérebro que automáticamente me desprende do mundo “real” se é que podemos chamar-lhe assim...
Entristece-me ver as pessoas tao ligadas ás coisas tristemente futeis da vida. Ve-las tão amarradas a este mundinho... murmuro entre dentes “lá vão as pessoas mundanas”. Terrivel isto de criar amarras nas raizes podres desta terra seca onde nada nunca nascerá.
Melhor é cria-las onde nunca ninguem mas roubará.- Multiplicará.
Sentido como quem sente o veludo. A alegria de ver sorrir e o desejar andar em vão. Só. Por entre plantas, deambular sem destino, mas sempre só. A “solidao” humana aliada à grande conquista. O amor que o será para sempre, e sempre, é sempre. Só nessa solidao me sinto bem. Só mas sempre tao bem acompanhada. E sempre, é sempre.
A solidao existe de igual modo. Não fisicamente, mas a uma escala maior, gigantesca, pois ela desenvolve-se sobretudo quanto mais rodeados de gente estamos. Aí, sinto-me verdadeiramente só. Muito mais só.terrivelmente só. Esta é a solidão que não me agrada. Que mexe comigo, que me deixa desconfortável, sempre cada vez mais perto da exaustão.
Quando eu era pequenina e ia de batinha aos quadradinhos cor-de-rosa para a D.José da costa nunes, ao lado do Jardim com recortes de animais, e mesmo mais tarde quando pessava nas pedrinhas da calçada rodeada pelos colegas que gostavam de roupa de marca e tinham o nariz empinado, lembro-me que fazia um certo esforço para aceitar certas coisas, certas pessoas, certas atitudes.
Hoje a bata dos quadradinhos cor-de-rosa deixou de me servir. Deixei de fazer companhia aos colegas que pagavam roupa de marca, deixei sobretudo de ser a menina calada que fica encostada a um canto com medo de chamar à atençao. Por vezes ainda visto a bata, ainda passeio com “aquelas” companhias de boca calada, mas há medida que o tempo passa tudo isso se vai apagando, como se alguém soprásse levemente um desenho feito a carvão, cujos contornos conseguem ainda adivinhar-se.
Tenho pouca paciência. É um facto demasiado vincado para se tornar um defeito terrivel. Confesso que quando as conversas pouco me interessao, incosciente e literalmente carrego num botaozinho do meu cérebro que automáticamente me desprende do mundo “real” se é que podemos chamar-lhe assim...
Entristece-me ver as pessoas tao ligadas ás coisas tristemente futeis da vida. Ve-las tão amarradas a este mundinho... murmuro entre dentes “lá vão as pessoas mundanas”. Terrivel isto de criar amarras nas raizes podres desta terra seca onde nada nunca nascerá.
Melhor é cria-las onde nunca ninguem mas roubará.- Multiplicará.
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