Friday, March 24, 2006

laranja bagdad

"Fascina-me a Luz cor-de-laranja de um candeeiro de rua. Aqui tudo é melancólico.

Oiço o Sempre Ausente do Variações e o candeeiro alto e triste não me sai da cabeça.Tenho gavetas para arrumar - lixo para recolher. Em casa guardam-se toneladas de lixo que o são apenas gradualmente.

O tempo continua cinzento a rimar num contexto poético com o candeeiro. Ainda o candeeiro.
Na parede vejo as minhas fotografias de infância. Não me avisaram que ia ser assim. Pelo contrário, disseram-me que o pai natal existia, e fui eu, sozinha que tive que descobrir a verdade."


22 Março 2006

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